27.12.2016 Mercedes Bens L312

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L-312: O caminhão que deu início à saga da Mercedes-Benz no Brasil.


O caminhão Mercedes-Benz, modelo L-312, conhecido como “Torpedo”, foi o primeiro veículo produzido pela montadora no Brasil, em 1956, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Ele tinha motor a diesel de seis cilindros em linha, de injeção indireta, com 100 cavalos de potência-DIN (112cv-SAE). O ponto chave desse caminhão era a antecâmara de combustão, proporcionando melhor queima do combustível, evitando a exaustão de fumaça negra.

O apelido “TORPEDO” era em função do cofre do motor ser muito fino e comprido, assim desta característica surgiu o cognome.

Para aquela época o sentido originário da palavra “torpedo” traduzia-se em um engenhoso armamento de guerra submarino de formas fina e comprida que explodia ao se deparar com algum obstáculo.

Curioso é que nos dias de hoje o contexto da palavra torpedo esta correlacionado ao envio de mensagens de texto via celular, ou seja, completamente diferente do que em 1956, época pela qual foi lançado o modelo no Brasil.


Por ser o primeiro caminhão brasileiro equipado com motorização a diesel a Mercedes-Benz ostentava o seguinte slogan: “O que é bom já nasce Diesel”.


O primogênito da família Mercedes-Benz do Brasil era uma valente no trabalho. Um caminhão destinado aos mais variados seguimentos do transporte de cargas nacional. Um verdadeiro pau pra toda obra.

Modelo L-312 da Mercedes, com capacidade para 5-6t, produzido em 1956. A partir de 1958, a linha começou a se ampliar para atender à crescente solicitação do mercado de transporte de carga.

Na época o “Torpedo” L-312 tinha a fama em garantir ótimo valor de revenda aos seus proprietários.

Com carga útil de 5 a 6 toneladas, era equipado com cabine do tipo semiavançada, de linhas clássicas que marcaram uma época de evolução e crescimento do Brasil governado pelo então Presidente da República Juscelino Kubitschek.

Propaganda ostentava a máxima economia e rendimento de Óleo Diesel.
Folder do Mercedes-Benz 312 que saiu nas versões L/LK e LS.
Nesta o destaque ficava por conta dos “600.000km sem abrir o motor!”

Em função de ser o primogênito de fabricação genuinamente nacional, a sucursal brasileira da marca tem grande apreço pelo modelo que se tornou um xodó dos apaixonados por caminhões.

O modelo fez tanto sucesso que em fevereiro de 1957, a Mercedes-Benz do Brasil conquistava sua primeira marca histórica, que deu direito há um dia comemorativo com o exemplar de nº 1.000 enfeitado com flores, placa comemorativa e com a presença de ilustres autoridades do nosso país.

A Mercedes-Benz exibe seu caminhão de número 1.000 produzido no Brasil fevereiro de 1957.

De inicio a fabricação se concentrou todo neste modelo. A produção de ônibus começou só dois anos depois, com a introdução do monobloco O-312. Ele tinha um motor semelhante, porém com 110 cv-DIN (122 cv-SAE).

A grande aposta da empresa foi fabricar veículos da marca com motor a diesel, numa época em que menos de 2% dos caminhões que circulavam no Brasil usavam esse combustível. Os testes apontaram que, em média, o consumo de um caminhão de cinco toneladas era de quase seis quilômetros por litro, resultado considerado favorável quando comparado ao que era proporcionado pelos motores a gasolina da época.

O comerciante de origem polonesa Alfred Jurzykowski foi o responsável por trazer a filial da montadora alemã ao País. Ele era o proprietário da Distribuidores Unidos do Brasil, empresa destinada a exportar produtos brasileiros para a Europa, em troca de bens industrializados daquele continente. Jurzykowski importava chassis de caminhões e de ônibus, além de automóveis da marca. Com o tempo, a empresa passou a montar os veículos trazidos da Europa, numa oficina capaz de entregar até 10 caminhões por dia. O crescimento do negócio deu origem à Mercedes-Benz do Brasil, fundada em 1953.

Com a fabricação do primeiro motor a diesel totalmente nacional, em 1956, a marca introduziu e sedimentou a utilização desse combustível como mais eficiente e rentável para o transporte de cargas e de passageiros. No final da década de 1990, ela introduziu outras inovações em veículos comerciais, como, por exemplo, motores a gás, freios a disco para caminhões, freios ABS e ASR, freio-motor Top Brake e o super freio motor Turbo Brake, itens que incorporam a experiência mundial da marca.

Fonte de pesquisa: Mercedes-Benz do Brasil e Blog Truckmotors.

Texto adaptado por: Paulo Henrique Lebedenco.

Via Fotolog: http://www.fotolog.com.br/mercedenco/

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