27.12.2016 Mercedes Benz LP321 1958

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Os Caminhões LP-321, os primeiros “cara-chata” da Mercedes-Benz do Brasil, tinham a fama de: (Bufava, mais ia).
Este Modelo MB ostentou a estrela de três pontas por cerca de uma década.
Sua característica principal estava ancorada na simplicidade mecânica e economia de combustível em relação aos seus concorrentes da época.
Em 1958, a MBB deu uma nova roupagem ao visual cansado do seu caminhão médio o conhecido “Torpedo” L-312 e lançou o modelo LP-321, agora com cabina avançada, ou seja, um cara-chata com carroceria maior e capacidade de carda para 10 toneladas.
O modelo era equipado com motor diesel de seis cilindros em linha com 120 hp e câmbio de 5 marchas.
Havia ainda as opções de chassis curtos, denominada pela marca com versão LPK, o qual ilustra a imagem postada. Este modelo era destinado ao seguimento basculante e tinha duas versões de tração o 4x2 simples e o reduzido 4x4 para condições severas, sem contar ainda que tinha a versão cavalo-mecânico denominada LPS.
Dessa primeira cabina avançada da época ainda foram lançados os Monoblocos para ônibus modelo OM-321, com motor traseiro, e o caminhão cabine-leito LP 331, equipados com cama e janela lateral posterior as portas. Também havia chassis de ônibus, com motor dianteiro para o seguimento de transporte coletivo urbano e rodoviário, que estiveram em linha entre os anos de 1958 ao final dos anos 60.
Nos Catálogos, folders e propagandas da época a Mercedes-Benz destacava que o modelo oferecia (o menor consumo de combustível, baixo custo de operação, ampla facilidade de manejo e maior lucro por quilômetro rodado). Entretanto, muitos proprietários se queixavam da baixa potência do motor e de problemas de superaquecimento, quando muito se exigia do bruto.
Hoje em dia, são raros os LPs que mantêm a mecânica original. Na maioria dos modelos os motores foram substituídos pelos dos Mercedes-Benz L-1113, versão mais moderna e bem mais eficiente, com peças de reposição fáceis de acesso em qualquer loja do seguimento.
Importante se faz destacar, que no inicio da década de 60 esse modelo MB era pau-para-toda-obra, e em muitos casos eram exigidos pelos seus proprietários mais do que podiam dar; Deste modo então não se pode muito levar em conta as queixas levantadas por seus usuários.
Um fato verídico é que os LPs não ofereciam nem um conforto, bem como também, seus concorrentes da época. A mais pura e cristalina verdade é que os caminhões daquela época ajudavam a cavar a cova do caminhoneiro mais cedo do que o normal; tinham bancos estreitos, de encosto baixo, que não davam opção de regulagem, revestidos com curvim, o que aumentava de forma considerável o calor, sem contar ainda que o motor ficava debaixo da cabine! Sem nem uma assistência hidráulica, os comandos eram pesados, pensando em minimizar os esforços do motorista o volante tinha grande diâmetro que ajudava a diminuir a força dispendida na hora de manobrar esse queixo-duro dos anos 50. Ar-condicionado? Nem pensar; Essa palavra num existia nem no dicionário da época, só se falava em enormes ventarolas, que pouco contribuía, pois no calor só entrava bafo quente, no inverno gelava a cabina e na seca entupia a cara do motorista com poeira. Assim sendo, em termos de conforto esses modelos era um verdadeiro veneno a conta gotas para saúde do motorista.
Com quase 50 anos, é raro ver um LP 321 nas estradas. O desgaste natural não os faz confiáveis para enfrentar longas distâncias. Mas nas cidades ainda resistem, fazendo pequenos fretes e entregas. Parecem ter vocação para transportar areia, pedra e cimento para depósitos de material de construção.

Texto adaptado por: Paulo Henrique Lebedenco
 
 
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